INSISTIR, PERSISTIR E DESISTIR
Diante de certas questões da vida, quem já não se perguntou: “Por que estou insistindo tanto nisso, se parece não estar valendo a pena...”. Mesmo com tal reflexão, não é raro perceber que estamos lá... Novamente tentando e persistindo uma vez mais, para apenas muitas vezes depois e com significativo custo e sofrimento, ter êxito ou desistir.
Se tivermos êxito na questão, até que conseguimos “esquecer” o quanto essa conquista nos foi eventualmente difícil ou complicada, apesar de ser exatamente isso que vai conferir um gosto especial ao ganho. Mas, se por outro lado, não temos êxito, mesmo depois de tanto insistir, a frustração e o gostinho de decepção são proporcionalmente amargos e assim como o êxito, a derrota serve para nos lembrar que provavelmente insistimos demasiado e deveríamos ter desistido antes...
Pensando assim, então como decidir ou acertar sobre quando e quanto devemos insistir, quando e quanto devemos persistir ou ainda em que momento devemos desistir de alguma coisa ou de lutar por algo? Esta, não é uma questão fácil de responder, até por que nela reside o sucesso ou fracasso de muita gente. Afinal, aquelas que insistirem em pontos mais acertados da sua vida e desistirem de outros tantos, são as pessoas que mais terão tornado sua vida mais útil e produtiva.
De toda forma, uma verdade é eterna: Somos muitas vezes preguiçosos e oportunamente seletivos com nossa tenacidade. Aplicamo-nos tempo demais em coisas que nem sempre se revelarão boas para nós e desistimos fácil, fácil de outras que seriam importantes e nas quais deveríamos nos aplicar com vigor, tudo em função do nosso senso de urgência e imediatismo que nos fazem ter pressa na hora errada.
Toda questão em que o resultado demore um pouco mais a ser sentido, podendo ter seu efeito percebido em longo prazo, faz com que desanimemos ou releguemos a questão ao segundo plano, sem tanta prioridade assim. Isso tudo, mesmo sabendo o quanto determinada situação possa ser importante. Quer um ver um exemplo bem comum: nosso relacionamento com o dinheiro. É difícil guardar algum recurso, mesmo quando se pode. Preferimos (insistir) em gastar de forma (e na quantia) errada, quando deveríamos nos disciplinar e poupar seja para a aquisição futura de algum bem, seja para os dias de contingência (e acreditem, eles chegam...).
Enfim, não penso que exista algum segredo, fórmula mágica ou receita para descobrirmos qual a decisão totalmente correta. Mas acredito, sim, que podemos desenvolver uma sensibilidade que ao menos nos permita perceber que estamos no caminho correto, sem esse incômodo senso de perda de tempo. Pense nisso e seja feliz!
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